terça-feira, 4 de março de 2014

Comendo sem glúten - uma opção

Por volta de 10.000 a.C., os povos nômades (todos eram) colhiam o trigo EINKORN que nascia “sozinho”; essa “mãe do trigo”, durante milênios teve mutações naturais muito pequenas: - passou para a espécie EMMER e, quando passou a ser cultivada, houve outra mutação para TRITRICUM ESTIVUM. Nota-se que o trigo sempre sofreu pequenas mutações, entretanto se tem notícias de que o trigo do século XVII até, mais ou menos, o final do século XIX, as mutações foram praticamente nulas. Entretanto, por volta dessa época foi inventado o moinho que tirava os germens dos grãos, lembram-se da palestra das fibras? 

Se vocês olharem as fotos do final do século XIX e começo do XX, vão reparar que era difícil encontrar alguém gordo! 

Contudo, em meados do século XX houve uma revolução nos métodos de hibridização que tornou o trigo uma outra “coisa”. 

Hoje em dia, o “trigo” está concentrado em atender a determinadas características, como o aumento da produtividade, a redução de custos de produção, a produção em larga escala de um produto financeiramente estável. 

Hoje a produção mundial do trigo se espalha numa área que corresponde ao dobro da Europa Ocidental. O trigo original tinha 14 cromossomos; hoje tem 42 cromossomos, fertilizados com nitratos, de sementes pesadas e altíssima produtividade, que permite “matar a fome” dos povos por um preço bem barato. 

Se compararmos, não em época muito longínqua, podemos observar que não era possível fazer coisas tão variáveis de quitutes, massas, etc, com o trigo de antigamente. Isso devido a qualidade do grão. 

10.000 anos = 300 gerações – não foi suficiente para essa adaptação falha do trigo.

Você sabia que duas fatias de pão de trigo integral podem elevar a taxa de glicose, mais do que duas colheres de sopa de açúcar? Para ter uma ideias, os níveis de insulina permanecem altos por 9 horas depois que você come uma pizza. Isso é uma grande fatia de gordura que você não vai queimar no mesmo dia! Carboidratos mais complexos vão baixar depois de 2 ou 3 horas. Exceto pelas fibras, que ajudam no trato intestinal, não há muita diferença entre comer essas duas fatias e tomar uma lata de refrigerante normal ou, ainda, comer uma barra repleta de açúcar: pode ser pior! (cigarro light) 

Em 1981, a Universidade de Toronto lançou o conceito do Índice Glicêmico (IG) que é o efeito dos carboidratos sobre a glicemia (glicose no sangue). Por outro lado, quanto maior o nível de glicose no sangue após o consumo dos alimentos, maior será a descarga de insulina, e mais gordura será depositada no corpo, principalmente na barriga e vísceras. 

Quem come trigo (refinado ou integral) tem oscilação entre o pico e a queda da glicose, como uma “montanha russa”, de 2 em 2 horas; fenômeno que se repete ao longo do dia.

A “baixa” do nível de glicose é responsável pelos roncos do estômago às 9 da manhã, apenas 2 horas depois do café da manhã composto por uma tigela de cereal ou um pãozinho com manteiga. Segue-se, então, a fome incontrolável às 11 horas, com o nublamento mental, a fadiga e os tremores que caracterizam o ponto mais baixo da hipoglicemia. 

O trigo causa um efeito semelhante ao da morfina, viciando e agindo como estimulante do apetite (exorfinas ou exomorfinas). 

As consequências do ciclo de glicose – insulina – deposição de gordura, são especialmente visíveis no abdome, resultando na barriga de trigo. Quanto maior a barriga, mais fraca sua resposta à insulina; uma situação que propicia o aparecimento do diabetes. Quanto maior a barriga de trigo, maior o número de respostas inflamatórias acionadas como doenças cardíacas e câncer gastrointestinal. Ah! Alimentos com glúten demoram 26 horas para “digestão”, contra 18 horas dos sem glúten. 

Dificilmente alguém escapa dos efeitos causados pelo trigo no organismo: ou você tem intolerância do glúten (celíaco), ou é alérgico ou é sensível. A maioria absoluta das pessoas é sensível. (Síndrome do alguma coisa não vai bem!), pois o corpo nos fala: grita, assobia, esmurra as paredes, na tentativa de chamar nossa atenção, apesar de não estarmos nem aí! E, a gente só vai “levando”... 

Dentre outros males, o trigo (glúten) também provoca:

  • Diabetes 
  • Doença celíaca (descoberta 100 d.C. l caso a cada 133 pessoas), intolerância. 
  • Pressão alta 
  • Asma 
  • Doenças cardíacas 
  • Erupções cutâneas, equizemas 
  • Anafilaxia induzida por exercícios (alergia) 
  • Compulsão por comer 
  • Dependência. 
  • Abstinência (fadiga, confusão mental, irritabilidade, incapacidade para cumprir tarefas, depressão, etc +- 30% das pessoas) 
  • Afeta o sistema nervoso central 
  • Agravo da esquizofrenia e autismo (2ª guerra) 
  • Aumenta os níveis de triglicerídeos 
  • Aumenta os níveis de LDL (colesterol ruim) 
  • Baixa os níveis de HDL (colesterol bom) 
  • Barriga de trigo, pneus, mamas nos homens e obesidade 
  • Acne 
  • Demência senil 
  • Artrite reumatóide 
  • Parkson 
  • Câncer de mama (risco 4 x maior) 
  • Enxaquecas (cefaléias) 
  • Fadiga crônica 
  • Obesidade (glúten estimula o apetite) 
  • Anemia 
  • Infertilidade 
  • Baixa estatura 
  • Incontinência 
  • Dor abdominal crônica 
  • Doenças autoimunes (agravamento) 
  • Esclerose múltipla 
  • Doença de Crohn (colite ulcerativa) 
  • Alergias 
  • Perda de equilíbrio 
  • Hepatite crônica 
  • Cirrose biliar primária 
  • Câncer biliar 
  • Problemas nos olhos, seios da face, pulmões, os ossos. 
Em 115 doenças, 91 melhoraram ou sararam. 

Isso tudo sem você precisar apresentar os sintomas da doença celíaca (diarréia crônica e desnutrição).

Quando tirar o glúten, tem que tirar de vez. 

Fonte: Livro "Barriga de Trigo" de Willian Davis

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