Por volta de 10.000 a.C., os povos nômades (todos eram) colhiam o trigo EINKORN que nascia “sozinho”; essa “mãe do trigo”, durante milênios teve mutações naturais muito pequenas: - passou para a espécie EMMER e, quando passou a ser cultivada, houve outra mutação para TRITRICUM ESTIVUM. Nota-se que o trigo sempre sofreu pequenas mutações, entretanto se tem notícias de que o trigo do século XVII até, mais ou menos, o final do século XIX, as mutações foram praticamente nulas. Entretanto, por volta dessa época foi inventado o moinho que tirava os germens dos grãos, lembram-se da palestra das fibras?
Se vocês olharem as fotos do final do século XIX e começo do XX, vão reparar que era difícil encontrar alguém gordo!
Contudo, em meados do século XX houve uma revolução nos métodos de hibridização que tornou o trigo uma outra “coisa”.
Hoje em dia, o “trigo” está concentrado em atender a determinadas características, como o aumento da produtividade, a redução de custos de produção, a produção em larga escala de um produto financeiramente estável.
Hoje a produção mundial do trigo se espalha numa área que corresponde ao dobro da Europa Ocidental. O trigo original tinha 14 cromossomos; hoje tem 42 cromossomos, fertilizados com nitratos, de sementes pesadas e altíssima produtividade, que permite “matar a fome” dos povos por um preço bem barato.
Se compararmos, não em época muito longínqua, podemos observar que não era possível fazer coisas tão variáveis de quitutes, massas, etc, com o trigo de antigamente. Isso devido a qualidade do grão.
10.000 anos = 300 gerações – não foi suficiente para essa adaptação falha do trigo.
Você sabia que duas fatias de pão de trigo integral podem elevar a taxa de glicose, mais do que duas colheres de sopa de açúcar? Para ter uma ideias, os níveis de insulina permanecem altos por 9 horas depois que você come uma pizza. Isso é uma grande fatia de gordura que você não vai queimar no mesmo dia! Carboidratos mais complexos vão baixar depois de 2 ou 3 horas. Exceto pelas fibras, que ajudam no trato intestinal, não há muita diferença entre comer essas duas fatias e tomar uma lata de refrigerante normal ou, ainda, comer uma barra repleta de açúcar: pode ser pior! (cigarro light)
Em 1981, a Universidade de Toronto lançou o conceito do Índice Glicêmico (IG) que é o efeito dos carboidratos sobre a glicemia (glicose no sangue). Por outro lado, quanto maior o nível de glicose no sangue após o consumo dos alimentos, maior será a descarga de insulina, e mais gordura será depositada no corpo, principalmente na barriga e vísceras.
Quem come trigo (refinado ou integral) tem oscilação entre o pico e a queda da glicose, como uma “montanha russa”, de 2 em 2 horas; fenômeno que se repete ao longo do dia.
A “baixa” do nível de glicose é responsável pelos roncos do estômago às 9 da manhã, apenas 2 horas depois do café da manhã composto por uma tigela de cereal ou um pãozinho com manteiga. Segue-se, então, a fome incontrolável às 11 horas, com o nublamento mental, a fadiga e os tremores que caracterizam o ponto mais baixo da hipoglicemia.
O trigo causa um efeito semelhante ao da morfina, viciando e agindo como estimulante do apetite (exorfinas ou exomorfinas).
As consequências do ciclo de glicose – insulina – deposição de gordura, são especialmente visíveis no abdome, resultando na barriga de trigo. Quanto maior a barriga, mais fraca sua resposta à insulina; uma situação que propicia o aparecimento do diabetes. Quanto maior a barriga de trigo, maior o número de respostas inflamatórias acionadas como doenças cardíacas e câncer gastrointestinal. Ah! Alimentos com glúten demoram 26 horas para “digestão”, contra 18 horas dos sem glúten.
Dificilmente alguém escapa dos efeitos causados pelo trigo no organismo: ou você tem intolerância do glúten (celíaco), ou é alérgico ou é sensível. A maioria absoluta das pessoas é sensível. (Síndrome do alguma coisa não vai bem!), pois o corpo nos fala: grita, assobia, esmurra as paredes, na tentativa de chamar nossa atenção, apesar de não estarmos nem aí! E, a gente só vai “levando”...
Dentre outros males, o trigo (glúten) também provoca:
- Diabetes
- Doença celíaca (descoberta 100 d.C. l caso a cada 133 pessoas), intolerância.
- Pressão alta
- Asma
- Doenças cardíacas
- Erupções cutâneas, equizemas
- Anafilaxia induzida por exercícios (alergia)
- Compulsão por comer
- Dependência.
- Abstinência (fadiga, confusão mental, irritabilidade, incapacidade para cumprir tarefas, depressão, etc +- 30% das pessoas)
- Afeta o sistema nervoso central
- Agravo da esquizofrenia e autismo (2ª guerra)
- Aumenta os níveis de triglicerídeos
- Aumenta os níveis de LDL (colesterol ruim)
- Baixa os níveis de HDL (colesterol bom)
- Barriga de trigo, pneus, mamas nos homens e obesidade
- Acne
- Demência senil
- Artrite reumatóide
- Parkson
- Câncer de mama (risco 4 x maior)
- Enxaquecas (cefaléias)
- Fadiga crônica
- Obesidade (glúten estimula o apetite)
- Anemia
- Infertilidade
- Baixa estatura
- Incontinência
- Dor abdominal crônica
- Doenças autoimunes (agravamento)
- Esclerose múltipla
- Doença de Crohn (colite ulcerativa)
- Alergias
- Perda de equilíbrio
- Hepatite crônica
- Cirrose biliar primária
- Câncer biliar
- Problemas nos olhos, seios da face, pulmões, os ossos.
Isso tudo sem você precisar apresentar os sintomas da doença celíaca (diarréia crônica e desnutrição).
Quando tirar o glúten, tem que tirar de vez.
Fonte: Livro "Barriga de Trigo" de Willian Davis
Nenhum comentário:
Postar um comentário